5 coisas que aprendi com Cristina Yang

25/05/2017

Chegou a louca dos desafios.

A Emily, do blog Meu Melhor Momento, criou esse projeto em que ela e mais quatro blogueiras (Camila, Dai, Ju e Lili) se juntaram pra fazer uma lista de cinco itens sobre cinco temas. Como os posts ficaram muito legais, resolvemos fazer o desafio também.

O tema de hoje é 5 coisas que aprendi com um personagem e eu escolhi a Cristina Yang de Grey's Anatomy. Cardio god, né amores?

Pesquisas dizem que 95% do tempo, nobody cares.

1. TUDO BEM NÃO TER FILHOS
Cristina sempre deixou claro que sua profissão era sua prioridade e que ela não queria ter filhos. Inclusive, alguns episódios mostraram um futuro alternativo em que ela seria mãe - e bem infeliz. E tudo bem, sabe? Acho um saco essas obrigações que são atribuídas à nós só por sermos mulheres. E isso tem consequências catastróficas. Imagina a quantidade de mulheres que só se tornaram mães por pressão e que hoje estão sofrendo por não sentirem que são aptas para tal, ou que estão abrindo mão dos seus sonhos por causa disso? Fico triste (e talvez revoltada) só de pensar.

2. ELE NÃO É O SOL, VOCÊ É
Fãs de Grey's, não me matem agora, mas Derek Shepherd é um saco (tirando a parte do "opero cérebros inoperáveis" e nas partes que ele é gentil com os pacientes). Ele passa maior parte do tempo se colocando acima de todo mundo - principalmente da Meredith. Lembra daquele episódio em que ele ficou na bad e chegou a jogar uma garrafa na direção dela? Pois é, puta babaca. A Meredith precisava ouvir isso de alguém - "ele não é o Sol, você é" - pra que ela parasse de se diminuir pelo Derek. Cristina foi um personagem que experimentou, da forma mais cruel possível, o que é se diminuir pra caber na vida de outra pessoa. Não compensa. Você é sua própria pessoa. Você é o seu Sol. Faça de si mesmo sua maior prioridade.

3. TUDO BEM SE ORGULHAR DAS SUAS CONQUISTAS
Você que assiste Grey's Anatomy, quantas vezes a Cristina foi elogiada e saiu com aquela famigerada frase "Ah, não foi nada."? Nenhuma. Ela se esforça pra ser a melhor no que faz e não tem vergonha de se destacar. A própria Shondanás Shonda Rhimes contou no "O Ano Em Que Disse Sim" (ótimo livro, aliás) que foi à uma reunião com um monte de mulheres maravilhosas e bem sucedidas e todas soltavam o "Ah, não foi nada" quando era elogiadas. Onde a gente aprendeu a ficar com vergonha por sermos brilhantes? Bora parar com isso.


4. LUTE PELAS COISAS QUE VOCÊ QUER
Cristina quer uma cirurgia? Cristina vai brigar pela cirurgia com mais intensidade do que um cachorro faminto lutando pelo osso. Não adianta sermos brilhantes mas não termos força pra correr atrás do reconhecimento. Fico admirada pela força que a Cristina demonstra durante toda a série e tento me corrigir sempre que percebo que estou fazendo corpo mole ou deixando minhas vontades de lado. Sabe aquele pensamento "não vale a pena comprar essa briga"? As vezes, vale a pena sim! A vida é difícil, não tem lugar na janelinha pra todo mundo (metáfora causada pelo excesso de uso do transporte público). Se não lutarmos pelas coisas que queremos, outras pessoas vão lutar e tirar isso de você. 

5. TUDO BEM NÃO SER PERFEITA
Na maior parte do tempo, Cristina está sendo a melhor residente, melhor cirurgiã e melhor pessoa ♥. Mas isso não significa que ela seja perfeita. Ela já se diminuiu por um relacionamento e sofreu muito com isso, já chorou e implorou pra que a sedassem, já morou em um apartamento que renderia um ótimo episódio de Acumuladores e já se entupiu de tanto comer porque estava numa crise. Ser melhor não significa ser perfeita. Todos nós temos momentos de fraqueza e isso faz parte da gente tanto quanto nossos momentos de êxito. Demonstrar fraqueza não significa que você seja fraca, significa que você é humana.

EXTRA: If there's no food, I'm going home 

Tô falando sério, se não tiver comida nem precisa me chamar pro rolê.
Algum personagem já te marcou e te ensinou várias coisas? Conta pra mim nos comentários - let's talk people! Ah, e não se esqueçam de visitar as outras meninas que estão participando do projeto.

#1 que idade eu teria se não soubesse que idade eu tenho? | 50 Questions

22/05/2017

Se eu tivesse que me descrever usando somente uma palavra, ela certamente seria "confusa".

Eu tenho que fazer alguma coisa, PRECISO fazer, mas estou com zero ideias e nenhuma noção de por onde posso começar. Zapeando por esse mundo maravilhoso que é a internet, encontrei essa espécie de desafio/meme/lista(?) que se chama 50 Questions That Will Free Your Mind. Bom, se tem alguém nesse mundão precisando de freá as mind sou eu (esse é meu ingreix-br, me perdoem por isso), então resolvi entrar na onda.

Por enquanto, vamos apenas torcer pra que esse não floppe igual ao 52 semanas.


Aparentemente, eu teria 14 anos. Estaria nessa fase louca de ser fangirl, ler romances, esperar pelo príncipe encantado, usar roupas pretas e não saber o que fazer da vida. 

Quando eu tinha, de fato, 14 anos, estava me matando de tanto estudar pra conseguir passar em um vestibular e conseguir fazer o ensino médio em uma escola melhor. Todos os professores da escola onde eu estudava me incentivavam e diziam que eu era boa demais pra aquele lugar, ao passo em que todos os professores do cursinho ficavam pasmos por eu não saber racionalizar uma fração e faziam o discurso "A única educação pública que funciona é a federal" sempre que podiam. Enfim, eu não tinha muito tempo pra ser fangirl, ler romances, esperar pelo príncipe e etc. Minha teoria é que estou vivendo essa fase tardiamente, porque não podemos chegar no chefão pulando as fases do joguinho. Todo mundo que jogou Mário World sem cheat sabe disso.

Como tudo na vida tem um expectativa vs realidade, queria pular direto pros 35 anos. Só queria saber se ainda vou estar interessada em romances e roupas pretas - e se meu joelho vai estar apto a sustentar o peso do meu corpo até lá (ao que tudo indica, não vai). Se a vida ainda não estivesse dado certo aos 35 a gente já desistiria por aqui mesmo.

Por "dar certo", entenda "finalmente descobrir o que eu gosto de fazer". Se você entender "dar certo" em um sentido mais abrangente, como: conseguir ser bem sucedida, ter um carrão, uma casa gigante, emprego dos sonhos e etc; já te adiando a resposta: não vai rolar até os 35. Talvez não role nunca.

E talvez isso nem seja tão ruim assim, afinal precisamos de objetivos pra tocar a vida.

A gente se sabota

18/05/2017

Lembro com clareza do momento em que meu professor de OSM (que hoje é meu orientador de TCC) entrou na sala e disse que a gente se sabota.

Ele chegou na sala e distribuiu envelopes. Pediu pra gente escrever uma carta pra nós mesmos e disse que ia colocar essas cartas no correio depois de cinco anos. O objetivo da dinâmica era perceber o quanto a gente muda durante o curso, quanta coisa acontece durante tão pouco tempo e, é claro, que a gente se sabota.

Eu estava no terceiro período da faculdade e já estava com a inscrição do ENEN em mãos. Se você me perguntasse, eu te diria - com uma certeza assustadora - que eu ia mudar de curso, que Administração não era pra mim e que eu estava no meu limite.

Foi exatamente isso que eu escrevi na minha carta, porém...

Eu não fui fazer o ENEM naquele ano.

Continuo no curso de Administração e pretendo formar até o fim do ano.

Há um tempo atrás, decidi que queria escrever. Não pretendo ser a próxima Agatha Christie e nem alimento a ilusão de que eu tenho habilidade pra isso. Só queria escrever porque é uma coisa que me faz bem e porque seria um privilégio ter a atenção de alguém voltada pras minhas palavras, mesmo que por poucos minutos. Quando contei isso pra um amigo meu, ele disse que eu deveria escrever pelo menos 400 palavras por dia (aka Stephen King Method, exceto pelo fato de que ele escreve 4 mil). Eu topei o desafio. Criei esse blog em que vos falo. Criei uma newsletter. Criei um tumblr pra compartilhar trechos de livros que me inspiraram (afinal, todo mundo sabe que o melhor treino pra escrita, além de escrever, é ler). Criei uma pasta com o nome "meus textos" no meu computador.

Mas a gente se sabota.

Eu estou aqui colocando essas palavras na tela do computador pra tentar entender como foi que alguns dos projetos que eu comecei com tanto entusiasmo se esvaíram com o passar do tempo. Aulas de natação, academia, alimentação saudável, projeto escritora, arquiteta, engenheira de computação, o instagram que eu criei junto com uma amiga pra compartilharmos promoções e até algumas famílias que tinham todo um futuro planejado no The Sims.

Tantas coisas pra fazer, tão pouco tempo, tanta rotina. Como a gente faz pra parar de se sabotar?