16/01/2018
Há mais ou menos dois anos, assisti um vídeo que ensinava a transformar um caderno pontilhado em um Bullet Journal. Aquela parecia a melhor forma de organizar seus compromissos e ideias; o casamento perfeito entre uma vida séria e organizada e mil possibilidades de decoração criativa. Eu, como uma boa entusiasta de tudo o que envolve papelaria, não tardei em comprar uma caderneta pontilhada e experimentar o método.

Minha experiência não durou muito. Eu simplesmente não tinha tempo - nem talento, nem paciência - para organizar todas as páginas, escrever os calendários a mão, fazer legendas e essas coisas. Um dos maiores problemas que tive foi organizar as datas das provas da faculdade. Geralmente os professores marcavam com meses de antecedência e eu ainda não tinha feito a página index do mês, o que acabava me fazendo acumular um monte de anotações em lugares diferentes e perder tudo.

Nesse início de ano, quando os perfis de Bullet Journal começaram a ficar cada vez mais populares, lamentei por não conseguir fazer aquelas páginas bonitas, desenhadas e organizadas como todas aquelas pessoas. Eu também queria entrar na brincadeira, mas usar o método para me organizar já tinha dado errado, então - na minha cabeça - nem adiantava tentar.

Foi babando em um desses vários perfis de Bullet Journal que encontrei um "método alternativo": o Junk Journal.

x - Na real, Junk Journal nada mais é do que um diário adolescente que passou pelo ~raio gourmetizador~
O Junk Journal tem esse nome porque seu princípio é usar materiais que iriam para o lixo para registrar memórias e decorar o caderninho. Pode ser um ticket de estacionamento, ingressos do cinema, papel de bala ou de um bombom que você ganhou de um amigo, o retalho do pano de um vestido... qualquer coisa serve. A ideia é que esses objetos simbolizem os momentos especiais que você quer registrar.

Além dessas colagens, você também pode usar o Junk Journal para escrever relatos dos seus dias (como em um diário), contos, crônicas, poemas, listas, receitas, mensagens fofinhas, treinar lettering, desenhar, colorir, aquarelar... enfim, qualquer coisa que você queira recordar. Como eu disse lá em cima, é bem um diário gourmetizado.

Existem dois jeitos de começar seu Junk Journal: usar um caderninho já pronto ou juntar vários tipos de papéis e folhas diferentes e fazer seu próprio caderninho. Na primeira maneira basta pegar QUALQUER caderno e começar a preencher. A segunda já é um pouco mais trabalhosa: você vai precisar juntar algumas folhas e encaderná-las. Como o Junk é um tipo de Journal sem muitas regras, você pode costurar o caderno à mão, encadernar em alguma papelaria ou até mesmo fazer os furos e usar argolas para segurar as folhas juntas. No final do post tem alguns links que podem te ajudar caso você  queira confeccionar o seu.

Os créditos dessas imagens estão nessa pasta, no pinterest - aproveita e me segue lá ;)
A maior vantagem do Junk Jornal é que ele não exige uma frequência de uso. No Bullet Journal, é indispensável que as metas, tarefas, índices (e todas aquelas outras coisas) sejam atualizadas diariamente. Como o objetivo principal do Junk não é a organização - e sim a criatividade e o registro de memórias - você pode atualizá-lo conforme sua vontade e disponibilidade. Além disso, ele não demanda materiais caros (e, as vezes, difíceis de encontrar) para cumprir seu papel. Você pode começar a fazer o seu agora, usando qualquer material para registrar pequenas memórias do seu dia.

LINKS BACANAS PARA CONHECER MAIS SOBRE O JUNK JOURNAL

Nesse post tem algumas sugestões de materiais e exemplos de páginas (em inglês)
Esse painel no Pinterest tem ideias de vários estilos (colagens com pano, com papel, desenhos, etc)
Esse outro painel tem de tudo: sugestões de prompts, desenhos, colagens, etc (os prompts estão em inglês)
Nesse vídeo, o Vitor Martins mostra seu Junk Journal e explica como encadernar usando apenas agulha e linha 
A Tamy também ensina a encadernar, de um jeito mais sofisticado, nesse vídeo
E tem várias imagens com ideias e inspirações no p4paper, no creativepassportorg e nas hashtags #junkjournal, #junkjournalling (no Instagram) e junkjournal (no Tumblr)

Gostou da ideia? Me conta nos comentários se você já tentou o Bullet Journal, se deu certo e o que você achou do Junk Journal. Vamos conversar (e trocar dicas de papelaria haha)!

24/12/2017
ENTÃO É NATAAAAAAAL... 
E O QUE VOCÊ FEZ? 
O ANO TERMINAAAAA
E NASCE OUTRA VEEEEEZ

Chegou o natal! Aquela época do ano em que a gente enche a cara de comida boa, aguenta parentes fazendo perguntas desnecessárias e ganha presentes (uns bons, outros nem tanto).

Ah, e é aniversário de Jesus também. Keep it in mind.

E para comemorar essa data especial para todos nós, trouxe pra vocês uma playlist de natal! Yay!


Mas, Natália, o que tem nessa playlist? Bom, para começar, não tem Simone, o que já é uma vitória. 

A playlist começa com alguns clássicos gringos de natal (Jingle Bells e Jingle Bell Rock, por exemplo), todos interpretados por artistas pop. Tem Gwen Stefani, Miley Cyrus, Kelly Clarkson, Sia... Até o Justin Bieber entrou na roda.

Depois dessa introdução fofa e quase adequada, a playlist começa a ficar estranha (o que mais vocês esperavam de mim?). Coloquei algumas bandas EMO eternas nos meus versos, tipo Good Charlotte, Blink, Jimmy Eat World, Fall Out Boy, Yellowcard e The Fray. 

Ah, tem Ramones também. Porque todo mundo gosta daquelas músicas com letras fáceis, repetitivas e com um ritmo contagiante. 

E, é ÓBVIO que tem The Killers. Tem a minha preferida, Don't Shoot me Santa, aquela que eles fizeram com o Elton John e uma com a Toni Halliday. Uma pena não ter Joel, The Lump of Coal no Spotfy. É uma das minhas preferidas.

Aproveitem a playlist e convertam os parentes e visitas de vocês à um gosto musical confuso, estranho, preso nas bandinhas emo do passado e antenado nas artistas pop do presente.

 

Obrigada a todos vocês que acompanharam esse ano aqui no LAPSOS. Esse ano foi muito... intenso para mim. Parecia uma montanha russa, muita coisa boa, depois muita coisa ruim, depois muita, muita coisa. Poder vir aqui e desabafar com vocês, ler os comentários, ler os posts maravilhosos que vocês fazem... tudo isso me ajudou a manter a cabeça no lugar e achar o caminho certo. Obrigada mesmo

Espero que vocês tenham um ótimo Natal e que 2018 já chegue metendo o pé na porta e trazendo só coisa boa.

18/12/2017
Há mais ou menos mil anos atrás, a Emi me convidou pra responder essa tag. Amo quando me chamam pra tags porque 1) responder perguntas sempre condiz com o objetivo desse blog (que é guardar memórias); e 2) porque é uma ótima saída pra bloqueios criativos. Mesmo assim, a vida aconteceu e eu acabei não só não respondendo a tag, mas também fugindo daqui por alguns bons meses.

Agora que finalmente estou de volta (até segunda ordem), vou responder a tag.

E, como em toda boa tag, temos as regras:
1. Deixar o título da postagem com o nome "A Cara Da Riqueza... Se Eu Fosse Rica".
2. Dizer que o "Sem Drama" quem criou a tag.
3. Dizer de quem recebeu e de qual blog - visitem o Beyond Cloud Nine
4. Escolher 10 blogs de forma aleatória e colocar os links (obs: os 10 blogs escolhidos devem ser avisados para também responder) - quem quiser responder, fique a vontade. Não tem nada mais aleatório do que o acaso #reflexiva
5. Responder as 15 perguntas (obs: as perguntas não podem ser mudadas).


1. Por qual motivo ou situação você gostaria de se tornar rico?
Acho que a pergunta correta seria "por qual motivo ou situação você NÃO gostaria de se tornar rico" e a resposta seria "tenho medo de ser assaltada/sequestrada tipo as vibes Kim Kardashian's Robbery". Por todos os outros motivos e situações eu quero ser RYCA!

2. Todo famoso e/ou rico tem uma frase única que ao escutá-la lembramos dele. Qual seria a sua?
"Difícil... complicado" - que é uma coisa que eu falo sempre que quero criticar o comportamento de alguém, falar mal da sociedade em geral, reclamar de qualquer coisa, enfim, essa é minha frase-desfecho. E ela sempre será dita com certo tom de deboche porque todo mundo sabe que o conceito de "difícil" é maleável para as pessoas ricas.

3. Quem são os ricos que você gostaria de conhecer?
Sabe Titanic? Não tem aquela personagem que era pobre e ficou rica, entrou pra alta sociedade, mas não sabe se comportar? A que a mãe da Rose chama de "nova rica"? Pois esse seria o tipo de gente com quem eu sairia porque 1) eu também sou um deles, ora; e 2) se você não pode fazer um campeonato de escarrar e cuspir com seus amigos, não vale a pena tê-los. 

4. Onde você teria suas mansões?
Quando eu era criança e minha mãe me perguntava se eu queria um presente caro ou vários baratos, eu sempre ia na segunda opção. O espírito prevalece, eu não teria nenhuma mansão. Mansões são caras, vazias e deprimentes. Eu teria várias casinhas em lugares fofos e países diversos, e todos teriam uma cama alta com vários travesseiros e uma internet de qualidade.

5. Quais os produtos que jamais poderiam faltar pra você?

COMIDA! Inclusive, acabei de receber no meu e-mail uma "promoção" de um alfajor que custa OITENTA REAIS (!!!) a caixa. Eu super compraria esse alfajor. E vários litros daquele sorvete Häagen-Dazs que custa aproximadamente 3 rins e meio.

6. E os que você não compraria mais só porque se tornou rico?
Consumista do jeito que sou, acho que não deixaria de comprar nada. Sou aquela pessoa que gosta de ir na loja de 1,99 e comprar um monte de tralha que não tem qualidade, nem serventia, mas que fazem a alegria da gente, então ¯\_(ツ)_/¯

7. O que você gostaria de provar que só os ricos podem?
Aquele alfajor que eu citei no item 5. E ter uma lancha, porque sempre passa nas novelas e eu acho muito chique.

8. Que local você faria sua primeira entrevista, sessão de fotos e autógrafos?
Se eu fosse rica, pagaria pra não fazer entrevistas, nem sessão de fotos, muito menos de autógrafos. Ia pagar pra me deixarem em paz. Deus me livre de ser esses ricos famosos, o bom é ser rico anônimo.

9. Que local você fecharia um dia inteiro só pra você?
Sabe aquela história em que a criança fica presa no shopping durante a noite e vai em todas as lojas, pula nas camas, veste todas as roupas? Eu pagaria pra isso. E reproduziria aquela bela cena (que eu sei que você já imaginou, não minta pra mim) de deitar a cabeça embaixo da máquina de sorvete.


10. Quais seriam seus passeios preferidos?
Nossa, mas eu ia viajar mais que a Glória Maria (que já foi pra mais de 100 países !!!! e até lançou um livro sobre isso) e também ia passar um bom tempo aproveitando lugares turísticos. Já consigo me imaginar sentada na grama do Central Park com o meu MacBook, tomando um Chai Latte do Starbucks; ou usando o conjunto boina + cachecol enquanto como um croissant em Paris. Phyna e bem blasé.

11. Como gastaria seu dinheiro?

Com comida, viagens, livros e decorando e redecorando minhas casinhas. E criando gatos.

12. Por qual motivo ajudaria e lembraria de um pobre?
Nenhum, tenho alergia Acho que eu tentaria investir em algo que pudesse ser útil pra mais de uma pessoa: uma biblioteca pública, um centro esportivo, algo assim. E talvez eu fosse mentora de alguém, mas seria mais uma ajuda pro meu ego do que para a coitada da pessoa.

13. Você acha que seria humilde ou deixaria a fama e o dinheiro subir a cabeça?
Eu seria a rica hipócrita: o dinheiro super me subiu a cabeça, mas perto dos pobres eu faço a humildona (percebam que eu fui 100% verdadeira nessa resposta).

14. Tem algo que você faria ou não faria só porque é rico? O que?
NUNCA MAIS eu ia ligar pra callcenters. @deus me livre, amém.

15. Deixe uma frase/mensagem para todos os ricos e uma para as pessoas pobres para finalizar a tag.
Como já diriam os grandes filósofos contemporâneos Good Charlotte, "If money is such a problem / You got so many problems / Think I could solve them"

Me conta aí nos comentários qual a primeira coisa que você faria se descobrisse que ganhou na Mega da Virada (eu só ia achar que era golpe, porque não comprei um bilhete, risos). Vamos desejar a riqueza juntos.